quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Flor


Dona morte 
recolheu a foice
e foi-se; 
os tempos de ódio
e rancor
passaram-se no meu peito;
tenho uma flor;
tenho um sorriso;
um sorriso que nunca previ;
porém…
tenho um sorriso e…
tenho uma flor.

Silêncio


O silêncio era intenso, 
de repente quebrado 
por um grito de dor; 
o sofrimento era amargo e forte, 
de repente findado 
pelas garras do amor. 
e tudo fez-se calmo; 
só devagarinho um pranto, 
e uma reza; 
e as trevas; 
findou-se a dor de quem sofria; 
iniciou-se a dor de quem amava, 
que agora, 
lentamente morre.

Os olhos negros e a rosa


Os olhos negros olhavam a rosa; 
tinham treze anos de brilho; 
e a rosa, ainda não desabrochara; 
era manhã, menos da nove, 
manhã de primavera, 
das abelhas operárias; 
a rosa estava semi-aberta; 
e os olhos negros, 
bem espertos, 
tentavam observar, cada segundo, 
a rosa desabrochando; 
era manhã de primavera; 
manhã de sol, 
menos das nove; 
me cativa cruelmente este fato: 
e encontro da beleza e da dor; 
antes da rosa abrir-se completamente, 
os olhos negros, 
de treze anos, 
fecharam-se eternamente.