quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os olhos negros e a rosa


Os olhos negros olhavam a rosa; 
tinham treze anos de brilho; 
e a rosa, ainda não desabrochara; 
era manhã, menos da nove, 
manhã de primavera, 
das abelhas operárias; 
a rosa estava semi-aberta; 
e os olhos negros, 
bem espertos, 
tentavam observar, cada segundo, 
a rosa desabrochando; 
era manhã de primavera; 
manhã de sol, 
menos das nove; 
me cativa cruelmente este fato: 
e encontro da beleza e da dor; 
antes da rosa abrir-se completamente, 
os olhos negros, 
de treze anos, 
fecharam-se eternamente.

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