terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Meu antigo pequeno… Era bom chama-lo assim, sentia como se houvesse um elo maior os envolvendo. […] Se sentia importante ao saber de sua importancia quando estava nos braços quentes e calmos dele. Para cada abraço que ele desse, seria um beijo de retribuição a ser cobrado, com juros e correção, risos e gargalhadas.Para cada simples e meigo sorriso que brotasse no rosto dela, era um momento em dupla, em casal podia-se dizer, a ser relembrado. A cada lágrima, teriam elas duas explicações, tanto como eufóricas pela chegada inesperada, quanto pela partida repentina, pela ausência que aquele pequeno trazia. […] Havia um segredo, tão pequeno e simples que se tornava gigantesco, e de tanta importancia que era fácil de desvendar, ignorante seria a pessoa que não soubesse do que se tratava, arrogante aquele que errava o que era uma resposta óbvia. Era um segredo que transparecia nos olhos castanhos e congelados dela ao vê-lo, era amor… Alguns duvidavam, achavam estranho o modo deles se olharem, se tratarem, porém era um relicário onde eles, apenas eles entendiam a si mesmos. Onde eles sabiam e entendia suas manias, seus jeitos, o modo de falar, se desvendavam com alguns segundos, era invejável o quão perfeito tinham sido feito um para o outro […] Na convivencia cotidiana era estranho, complicado conviver um sem o outro. Acreditavam que os dias deveriam ter horas infinitas, e tinham a explicação de que quando juntos as horas se tornavam segundos, era muito pouco, queriam sempre mais e mais, e explicavam ainda que segundos deveriam se passar como milésimos quando separados, na verdade a palavra separação e distância deveriam ser banidas do dicionário e do vocabulário, era um insulto a quem amava. Uma vida… Na verdade, duas vidas, duas pessoas, que se tornavam um só, por se completar de uma maneria inesplicável e tão radiante, tão incrível. Perfeição, talvez um exagero a se colocar, mas assim sentia quando possia o beijos e carinhos transcritos por ele em sua pele. Era pequena, ele um pouco maior… Mentia, ele era bem maior do que ela podia alcança-lo quando ficava na ponta dos pés, ele então apenas sorria, e a tomava nos braços, fazendo-a assim a pequena maior do mundo, e mais feliz também. Eram raros os momentos de briga, podia-se dizer que o ciúmes.. É, aquele que é possessivo e medonho, ele era o único que os tornavam a brigar, e ainda sim fazia com que se amassem mais. Existiam três frases que se repetiam sempre que havia possibilidades e tinham suas traduções já sábias para os dois… Eram elas “Eu te odeio.”, para começar, não era verdade o contexto inserido na frase. Não se odiavam e muito menos deixavam de gostar um do outro, era um jeito de demonstrar um medo, um ciúmes, uma maneira de dizer “Eu te amo seu idiota.”, que aliás era a segunda frase mais dita, havia sido elegida como primeiro lugar no ranking das três frases mais faladas, e tinha seu significado óbvio, o chingamento no final era pra enfatizar o intimidade e o quanto amavam-se. E por ultimo e não menos importante, a frase “Sinto tua falta…” pensava-se mais do que a falavam, era uma descrição perfeita de como se sentia agora, e seria a ocasião perfeita para coloca-la… “Sinto sua falta meu pequeno…”

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