Aquele que faz uma besta de si próprio, livra-se da dor de ser um homem. -Avenged Sevenfold
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
“Mas falta alguma coisa. Em mim. Está me destruindo tanto, que meu refúgio já não é seguro como era. O café quente, as lágrimas, as músicas em som alto. Se nada disso me ajuda, o que irá me ajudar agora? Mas nada fazia passar, tudo. Uma ressaca de sentimentos líquidos foi o que eu tive. Disse e agi como se não tivesse mais cérebro e não pudesse mais pensar: menti. Menti e disse que nada mais eu sentia. Afinal, quem precisava me ver tão fraca assim? Eu estava forte, e se não estivesse, eu fingia muito bem. Porém, sabe quando você olha pra cima tentando não chorar e solta um suspiro involuntário? Acontecia sempre. Ainda acontece. Eu tinha mil motivos pra continuar com aquela babaquice de “ninguém se importa, ninguém me ama”. Vezenquando me surgiam memórias inesperadas. Tão inesperadas mas as tão adoradas lembranças […] Do tempo que era tudo tão bem, era tudo tão fácil, tão simples. A cada passo a quantidade de dor se multiplica. Quanto mais eu subo, mais acelerada se torna a dor. Dói perceber que tudo o que eu tinha antes eu já não terei mais. Mas o tempo passa, as pessoas mudam e os sentimentos também. E, o que sobrou? Lembranças, breves lembranças. Aqui estou eu, com todo o meu coração, apenas tentando desocupar minha mente, e apenas a ocupando um pouco mais. Escrevendo, tentando colocar tudo o que eu sinto para fora mesmo não conseguindo colocar nada. Porque, na verdade, tudo está perdido. Já com a cabeça encostada na vidraça, com o corpo todo deitado num sofá velho, começo a imaginar um futuro incerto. Até quando? Eu estou sem forças para continuar, mas eu continuo mesmo assim. Forte, ou nem tanto. Mas eu vou continuar, vou sim.”
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