Aquele que faz uma besta de si próprio, livra-se da dor de ser um homem. -Avenged Sevenfold
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
As lembranças batem na porta, chegam de mansinho e eu pergunto: Quem eis?O silêncio perpetua. Ele vinha com flores nas mãos, caminhando ao meu encontro, palavras maravilhosamente ditas soavam de tua voz, era como se ele houvesse decorado algum poema de um amador fisgado pelo amor, me trazendo de volta aquele sorriso enganoso e sem proposito. Não era mais uma felicidade sadia. Não posso negar-te que meu coração ainda acelera quando se trata de ti, que tuas palavras me causam arrepio, que teu sorriso encanta meus olhos me trazendo como retribuição um sorriso meu, que ainda penso em ti antes de adormecer, em nós. Não há mais chances para nossa história, o elo se quebrou. Você começa a recuar, o sorriso já não esta em teus lábios, as flores estão ao chão, despedaçadas e sem vida, as doces palavras se tornam meramente salgadas, obsoletas, vazias. Mais uma vez prevalece o silêncio. E quando devolveras minha felicidade? Dará em troca todo aquele amor? Creio que será uma espera sem recompensa, uma partida sem chegada. Pare de voltar atrás, de me trazer ilusões, ainda não me recuperei de todo este estrago que me fizeste sofrer, preciso de um tempo, um tempo longo, sozinha. Vá embora, mas não volte, ainda não. Encontro-me em período de recuperação, sem forças. A fraqueza ainda me domina, você ainda me domina. Recaídas. Libertar-me-ei.
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